O Palácio da Horta Seca ou do Manteigueiro: recursos artísticos e heráldicos para a auto-representação de um comerciante lisboeta nobilitado em finais do Antigo Regime
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Resumen
Encomendado em finais do século XVIII pelo rico comerciante da praça de Lisboa, Domingos Mendes Dias, ao arquiteto régio Manuel Caetano de Sousa, segundo informação de Cyrillo Volkmar Machado1, a obra do palácio dito do “Manteigueiro” ou dos Viscondes de Condeixa, como mais tarde também ficou conhecido, inscreve-se no mais vasto movimento de edificação ou reedificação de edifícios na Lisboa pós-terramoto de 1755. O presente texto, através de novas fontes documentais, pretende analisar e problematizar a meteórica ascensão social do seu primeiro proprietário e o processo de encomenda e edificação do palácio, atendendo, quer ao seu espectro arquitetónico, quer àquele das artes decorativas, que o inventário orfanológico de Domingos Mendes Dias permite conhecer. Pretende-se também mostrar como as escolhas arquitetónicas e artísticas deste comanditário se coadunaram com a presença da sua heráldica, com o intuito de evidenciar o seu processo de nobilitação.
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Referencias
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